outubro 23, 2008 por Dani
Além de ser o mês da campanha de prevenção ao câncer de mama, outubro tem outra enorme importância na história da humanidade:
Outubro é o mês de Cintilografia Óssea!
Esta tarde, depois de duas horas perambulando pela Vila Olímpia, bairro de São Paulo – esperando o material radioativo se espalhar pelos meus ossos, ou coisa parecida - fiz a segunda cintilografia anual de acompanhamento pós-alforria. Digo, pós-quimioterapia.
Ao final do exame, protagonizei com a enfermeira japonesa o seguinte diálogo:
- Você viu alguma coisa errada no meu exame?
- Isso só o médico pode dizer.
- Sua japaridículadocaralho, o exame tá na sua frente! Dá pra dizer que merda você tá vendo aí? – gritei… mentalmente. – Mas você não pode dizer se tá tudo certo ou não? – dessa vez em voz alta.
- Eu não tenho autonomia pra isso. Você pode vir buscar o exame com o laudo médico amanhã.
Insisti, argumentando que em TODAS as vezes que realizei esse exame (duas, cá entre nós), o enfermeiro-operador-da-máquina-de-cintilografia-óssea me informou que nada havia de errado. Não adiantou. Tirei minha última carta da manga, na esperança de ter algum sinal. “Pisca uma vez pra ‘tudo bem’ e duas vezes pra ‘tá fodida’”. Mentira, esse brilhante recurso só me ocorreu agora. Na verdade, eu avisei que tenho consulta com o oncologista marcada só para o final de novembro. “Se houver algo que o médico precise ver logo, por favor, me avise pra eu marcar uma consulta pra segunda-feira”. Nada.
- Você está me deixando nervosa!
- Fica tranquila, não se preocupe.
Só consigo pensar em duas possibilidades que expliquem essa falta de compaixão da enfermeira japonesa: ela realmente viu alguma coisa e não quis contar ou ela é uma manicure disfarçada de enfermeira e não faz a menor idéia do que viu naquele exame.
Alguém sabe se vai passar algum filme interessante na TV essa madrugada, já que eu não vou conseguir pregar o olho a noite toda?