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Archive for the ‘Boas Novas’ Category

Resultado

A japonesa não era manicure.

“Provável processo osteoarticular de caráter benigno no joelho esquerdo” (apesar da imagem mostrar claramente o problema no joelho direito)

O que isso quer dizer, eu só vou descobrir quando levar o resultado do exame na consulta com o oncologista, na segunda-feira (27/10).

Quem acreditou nessa última frase, não leu uma única linha dos post que eu já escrevi.

GENTE, É CLAAAAAAARO QUE EU NÃO SOSSEGUEI ENQUANTO NÃO OUVI A OPINIÃO DO MEU MÉDICO!!!

Segundo ele, trata-se de um… nada. Ele disse ao Dae que não é nada. Mas ainda assim eu vou à consulta na segunda-feira, mostrar o exame e esperar que ele diga, olhando nos meus olhos, que eu sou linda e maravilhosa. Digo, que meu joelho só está sentindo o peso dos meus 34 anos (que eu faço em janeiro, preparem os presentes).

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Gente, eu sei que tenho sido uma péssima anfitriã. Meu blog querido está abandonado há várias semanas e eu mal comecei a contar da viagem. Acontece que eu tenho uma boa desculpa – por que eu tenho a sensação de já ter dito isso antes?…

Para quem não se lembra – ou não fazia questão de saber -, aqui vão alguns tópicos da minha vida antes da viagem pra Paris (eu sei que passei por três países, mas por algum motivo misterioso eu só me refiro àquelas férias como a “viagem pra Paris”…). Bom, vamos aos tópicos:

Eu morava no Rio(1) com meu namorido e um casal de Schnauzers(2). Fazia trabalhos freelancers(3) em casa e não dirigia(4) desde a mastectomia, em março do ano passado.

Mas a vida, senhores, a vida é uma caixinha de surpresas. Três meses depois do último Censo na minha vida, nada daquilo continua valendo. Alguns temporariamente, outros em definitivo. Explico.

A partir de agora, Dae e eu somos, pelo menos oficialmente, moradores da cidade de São Paulo(1). Eu começo a trabalhar como funcionária contratada(3) numa editora nos próximos dias e, graças a essa confusão de mudança de cidade e emprego, não vejo meus filhos(2) há mais de um mês. No meio disso tudo, participo do processo de renovação da carteira de motorista(4) para retirar uma CNH especial, já que a mastectomia me jogou, com uma certa razão, na categoria de deficientes físicos. Pelo menos para o Detran. Aliás, esse será o assunto do próximo post. Ou não.

Enfim, prometo tentar atualizar o blog com mais freqüência (já aboliram o trema?), ok? Até lá.

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Senhoras e senhores leitores,

gostaria de anunciar que, nesta sexta-feira, Dae e eu embarcamos para o Velho Continente para um mês de merecidas férias. AIMINHANOSSASSENHORA! CADÊMEULEXOTAN??

Desde ontem, taquicardia é meu ritmo cardíaco padrão. Não há nada que consiga me acalmar. Há pelo menos vinte e quatro horas eu repito o mantra ‘eu sou serena, eu sou serena’, mas a única resposta que meu organismo me dá vem do subconsciente: ‘só se for a serena williams’.

Sério agora. Vou tentar publicar textos aqui no blog durante a viagem. Ou fotos, pelo menos. Não sei ainda como vai ser meu acesso à internet nas próximas semanas. Por enquanto, posso dizer que essas férias nem começaram mas já me trouxeram um enorme benefício: a deliciosa sensação de ter recebido minha vida de volta.

Au revoir!

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Muso DMA

Atenção, Debatedores Mentais Anônimos!!

A partir de agora, nós temos um muso (sorry, boys…). Somos malucos mas não estamos sozinhos:

 

 

“It’s useless. It’s time badly spent”, diz nosso mestre.

Se nosso grupo de apoio tivesse uma sede, um poster do ator Jim Carrey seria colado ainda hoje na parede principal da sala. Pelado.

Ok, me empolguei.

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Desabafo

Companheiros,

eu gostaria de interromper os depoimentos por um momento para fazer uma declaração. Depois eu vou interromper pra continuar minha história com o câncer, se ninguém se importar, mas agora é uma reclamação mesmo.

Falando sério agora. Para quem não entendeu, o Debatedores Mentais Anônimos seria uma paródia de grupos de apoio como os Alcoólicos Anônimos. Apesar de ser na base da ironia, eu notei que a brincadeira, de alguma forma, pode ajudar as pessoas. Eu estou disposta a entrar no jogo, dando meu depoimento vez ou outra, comentando vossos depoimentos e dando sugestões de comportamento e tal. Mas tem uma coisa nessa história que me irrita: gente que entra nos comentários para dizer que os debates mentais são práticas benéficas. Eu poderia escrever longos parágrafos mostrando que bater-boca com alguém que NÃO está te ouvindo, criando uma situação que NÃO corresponde à realidade, respondendo a provocações que NÃO são reais só servem para alimentar sentimentos ruins como mágoa e raiva que, em excesso, podem provocar problemas no sistema digestivo, doenças auto-imunes e até câncer, mas eu vou fazer melhor.

Eu entendo que muita gente passa horas imaginando diálogos divertidos e monólogos sobre os mais variados temas, inclusive em outras línguas. Eu faço muito isso, soltando sorrisos em público aparentemente sem motivo e gesticulando para o espelho – sim, eu converso com o espelho, me internem – mas o Debatedores Mentais Anônimos foi criado para cuidar de um vício maléfico que, felizmente, nem todo mundo tem.

Portanto, antes de vir aqui defender os debates mentais, treine seus argumentos indo a uma reunião dos Alcoólicos Anônimos e defendendo aquela cervejinha na happy-hour com os colegas do trabalho, a taça de vinho na hora do jantar ou o copo de whisky ao final do dia, só para relaxar. Ou participe de um encontro dos Narcóticos Anônimos para dizer que pô, um baseadinho não faz mal pra ninguém… 

Enfim, de que adianta criar um grupo de apoio de brincadeira se tem gente que não sabe brincar?

 

PS: O Dae acredita que meus leitores irão me achar uma chata mau-humorada, mas eu precisava falar. Faz parte da minha nova filosofia de vida que inclui o esforço para me livrar dos debates mentais. Desculpem…

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Olá, meu nome é Daniela e eu sou uma debatedora mental.

Meu vício começou há 30 anos, ainda no jardim de infância. Pois é, eu comecei muita nova. Um garoto chamado Demóstenes Schneider (o nome foi alterado para preservar a identidade do agressor) mordeu violentamente meu braço. Gente, o pirralho era tão filhodaputa que tirou sangue do meu braço, dá pra acreditar?… Desculpem, eu não deveria me alterar. Bom, a partir daquele incidente eu passei a xingar o Demóstenes diariamente. Mas eu fazia tudo na minha imaginação, claro, porque eu não queria correr o risco de levar outra mordida. E desde então eu venho travando batalhas verbais imaginárias que chegam a provocar taquicardia e um mau humor insuportável. Minha família e meus amigos sofrem muito. Eu… eu… eu já tive gastrite por causa desse vício.

Meu último debate mental foi ontem. Eu estava pendurando a cortina da sala no trilho, sozinha em casa. Para quem não sabe, colocar a cortina exige muita paciência. Muita. E eu também faço parte do grupo Facilmente Irritáveis Anônimos, então sucumbi à tentação e comecei a xingar meu namorido porque ele não estava me ajudando. Vejam bem, ele ainda não havia chegado do trabalho e nem sabia que a faxineira tinha lavado as cortinas mas isso não me impediu de começar um bate boca que quase culminou na separação.

Já bastante irritada, resolvi descansar o braço direito e tentar encaixar os pinos no trilho usando o braço esquerdo. Mas eu descobri que não tenho nenhum controle sobre as funções motoras deste braço quando ele está levantado. Fiz minha melhor cara de sarcasmo para meu braço de borracha e disparei: “Pfff, vai colocar a cortina? Arrã.”. Naquele momento, sentindo que estava prestes a perder o controle e discutir com meu próprio braço, eu tive um ataque de riso.

Hoje faz um dia que eu não provoco nenhuma discussão imaginária. E só por hoje eu não vou participar de nenhum debate mental.

Obrigada.

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Férias!

Acho que ninguém aqui vai discordar que Dae e eu tivemos um ano estressante e bastante cansativo. Depois de tantos tropeços, nada mais justo que tiremos um mês de férias, certo? A escolha do destino foi discutida exaustivamente mas acredito que chegamos à melhor decisão. Meu namorido dá detalhes sobre nossa viagem nesse post.

 

PS: Eu devo ser uma péssima comunicadora. Apesar de ter escrito dois posts sobre o assunto, não consegui deixar claro que as discussões mentais me fazem muito, muito mal. Entendo que essa prática possa mostrar-se eficiente para algumas pessoas mas, no meu caso, está longe de ser um hábito saudável…

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